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Colunistas Perdão

Perdoar é libertador e é terapêutico

A colunista Dalva Brischiliari escreve na Coluna Life Coach sobre a importância do perdão.

22/09/2021 10h06
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Por: Dalva Brischiliari
A colunista Dalva Brischiliari escreve na Coluna Life Coach sobre a importância do perdão.
A colunista Dalva Brischiliari escreve na Coluna Life Coach sobre a importância do perdão.

 

Perdoar é libertador e é terapêutico

Colunista Dalva Brischiliari - Coluna Life Coach

Não é um ato de mero esquecimento, como se fosse possível extirpar da memória lembranças profundamente dolorosas. Ao contrário, quem perdoa se recorda da ofensa recebida, mas sem sentir aquela angústia que oprime a alma. Seja por ter ouvido palavras torpes, seja por ter vivenciado situações descabidas, seja ainda por ter ‘comido o pão que o outro amassou’, sabe-se quão custosa é a tarefa do perdão. Só o concedemos porque não sofremos de amnésia.

PERDOAR pressupõe processos e, junto desses, um amplo desenvolvimento psíquico. Mesmo assim, o exercício do perdão não se dá apenas em consequência dos avanços, mas também em decorrência dos retrocessos. O orgulho ferido pode fazer com que retornemos à condição de magoados, inclusive, por temer a opinião desfavorável de amigos, familiares e, até mesmo, de estranhos. Muitas são as vozes depreciativas que veem no perdão uma desonra, cuja culpa jamais deve ser remida. Daí nasce o rancor, sob a forma da vingança, amargando qualquer possibilidade da reconciliação.

PERDOAR é uma necessidade da alma humana. Isso se não quisermos adoecer psíquica e fisicamente. Quem dera se ele viesse de repente, sem muito esforço, como em um passe de mágica. Assim anseiam as nossas fantasias infantis. Quanta ilusão! A duras penas a realidade nos faz compreender que o perdão não surge de uma vez só nem pode ser obtido a força. Com o passar do tempo, mediante a paciência que amadurece, nos libertamos da força repressiva imposta pela mágoa.

PERDOAR não é um gesto de gente fraca. Haja fortaleza para exercê-lo. Talvez, o ressentimento nem seja tanto com o ofensor, mas conosco. Sobretudo, por nos sentirmos impossibilitados de absolver a ofensa por vontade própria. Se fácil é condenar, difícil mesmo é perdoar. Às vezes, a dor se apresente de forma tão intensa que não temos condições psicológicas de tocá-la sozinhos. Faltam-nos recursos de enfrentamento. Daí há se de contar com a contribuição terapêutica. Isso porque feridas necessitam de acompanhamento. Depois da dor vem a cicatriz, sinalizando que o ferimento foi curado. Na verdade, a chaga cicatrizada existe para nos recordar do seguinte: “as pessoas fazem com a gente o que a gente deixa e até quando a gente deixa”.

PERDOAR nos humaniza e amadurece. Passada a idealização projetiva, por meio de repetidas decepções, vem o entendimento sobre as luzes e sombras, os amores e ódios que integram as relações humanas. Essas polaridades demonstram não só a grandeza dos relacionamentos, como também a pequenez que lhes é própria. Com o perdão a dívida afetiva fica sanada. Diante dela não há vítima, muito menos algoz, apenas o reconhecimento do vínculo que se rompeu: ou o reatamos ou o cessamos.

PERDOAR nos conduz ao estabelecimento de certos limites, como forma de impedir que o dano passado se repita no presente. Pode ser que brote também o reconhecimento de que não há mais condições de seguirmos com as mãos dadas. Imediatamente, é selado o caminho individual que cada um terá que trilhar. Não raras vezes, será necessário manter a distância que educa o transgressor, não permitindo que o perdão dado seja banalizado.

Em termos psíquicos, o perdão é vivenciado enquanto libertação do domínio do outro.

Sim! Ao perdoarmos nos livramos da dor que engaiola a esperança e deixamos de ser controlados pelo ressentimento que escraviza as profundezas do nosso ser. Como tal é um benefício terapêutico, um modo salutar de “nos desligarmos do passado”.

O perdão não é concedido só para “abrandar a culpa do ofensor”. Ele existe para findar com a dor do ofendido. Fica, portanto, o lembrete: a lembrança constante da ofensa é uma enfermidade para a alma. O ato de recordar perenemente do ocorrido nos apunhala pelas costas, não o fato em si. Por ora, muito além de uma virtude, perdoar é uma questão de saúde mental.

 O Perdão nos desperta para o entendimento do perdão. Mas vai muito além disso. Redireciona o nosso olhar numa busca de qualquer circunstância do passado, numa investigação irrestritamente positiva, à medida que nos cativa par a eliminarmos qualquer sentimento de rancor, mágoa ou tristeza que nos permeia no momento presente, para que, pelo perdão, vislumbremos dias de alegria, serenidade, segurança, paz, leveza e libertação de amarras emocionais. Ganhamos não somente conhecimento, mas, acima de tudo, um ensinamento para toda a vida. Esse é o primeiro passo para a verdadeira intimidade com Deus em nossas vidas.   

Paz e bem. Dalva Brischiliari

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Dalva Brischiliari
Sobre Dalva Brischiliari
Dalva dos Santos Brischiliari é Life Coach, Palestrante e Terapeuta holística. Atua com Terapias Integrativas como Barras de Access Consciousness, Eneagrama e Reiki. É Professora de Magistério, formada em Teologia e Filosofia. Atende em seu Consultório na Travessa 15 de Janeiro número 70, atrás da Rodoviária em Altônia. Contato pelo 44 9 9136-2633.
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A história do município iniciou em 1953 com a Companhia Byington de Colonização Ltda. Esta empresa rasgou a extensa e impenetrável floresta e foi responsável pelo grande progresso da região. Deus tem um projeto magnífico para essa terra, não apenas por causa da oração dos pioneiros, mas especialmente pela maneira como os trouxe para cá, vindos dos Estados Unidos através da COLAB e Betânia. Na atual administração está o Prefeito reeleito Claudenir Gervasone e o Vice-Prefeito Claudemir Caetano.
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