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Veja o cronograma de entregas de vacinas da Pfizer para o Brasil

Em depoimento à CPI da Covid-19, gerente da empresa detalhou previsão de enviar até 15,5 milhões de doses até o fim de junho

13/05/2021 14h11
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Por: Nelson Lima Fonte: R7
Vacina da Pfizer está sendo aplicada somente nas capitais brasileiras - (Foto: Rogério Galasse/Futura Press/Estadão Conteúdo - 4.5.2021)
Vacina da Pfizer está sendo aplicada somente nas capitais brasileiras - (Foto: Rogério Galasse/Futura Press/Estadão Conteúdo - 4.5.2021)

O presidente regional da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo Medina, atualizou a previsão de entregas de vacinas contra covid-19 da companhia ao Ministério da Saúde durante depoimento, nesta quinta-feira (13) à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga as ações do governo federal no enfrentamento à pandemia.

Segundo o executivo, o primeiro acordo, firmado em 19 de março, prevê a entrega de 100 milhões de doses até setembro, na seguinte divisão:

• De abril a junho: 13,5 milhões de doses
• De julho a setembro: 86,5 milhões de doses

Todavia, ele ressaltou ser possível entregar 2 milhões de doses a mais no quantitativo estimado para o terceiro trimestre, totalizando 15,5 milhões até o fim de junho.

Até a noite de ontem, o Ministério da Saúde já havia recebido 1,6 milhão de doses da vacina da Pfizer, das quais 1,1 milhão já foram enviadas às 27 capitais brasileiras.

Devido à necessidade de refrigeração em torno de -70°C, o governo tem priorizado os grandes centros urbanos neste momento, que são localidades com infraestrutura capaz de armazenar a vacina.

Carlos Murillo ainda acrescentou que a farmacêutica vai fechar, provavelmente amanhã, um segundo acordo com o Ministério da Saúde, para entrega de mais 100 milhões de doses, estas entre o começo de outubro e o fim de dezembro deste ano.

Com isso, comemorou o executivo, "vamos conseguir vacinar com esta vacina quase metade da população do Brasil".

A vacina da Pfizer/BioNTech tem uma taxa de proteção de 95% contra casos sintomáticos de covid-19, segundo estudos de fase 3 realizados com 43,5 mil voluntários no ano passados, dos quais cerca de 3.000 no Brasil.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu o registro permanente à vacina da Pfizer em 22 de fevereiro, permitindo assim que seja usada em massa e também revendida.

Demora do governo prejudicou envio

Em seu depoimento, o representante da Pfizer falou sobre a oferta inicial feita ao governo brasileiro, em agosto do ano passado.

Segundo ele, se o contrato tivesse sido firmado naquela ocasião, havia uma previsão de que o Brasil tivesse 18,5 milhões de doses entre dezembro de 2020 e junho de 2021: 3 milhões a mais do que o estimado atualmente.

O governo alega que havia impedimentos legais para a assinatura do contrato, que só foram contornados com a inclusão de autorizações na MP das Vacinas, em fevereiro.

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