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Valores

Dalva Brischiliari escreve que nasceu e cresceu em uma família que lhe ensinou os valores da vida.

09/06/2021 14h17 Atualizada há 2 semanas
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Por: Dalva Brischiliari
Valores

 

Valores 

Colunista Dalva Brischiliari - Coluna Life Coach

Nasci e cresci em uma família que me ensinou os valores da vida.  Aprendi desde cedo a ter responsabilidades sobre meus atos. Eu e meus irmãos íamos para a escola a pé e às vezes com um monte de amigos, e íamos rindo e papeando. Não tínhamos bolsa família e nem vale gás. Não tinha google nem celular... As pesquisas de escola eram feitas em bibliotecas (usávamos a Barsa, tesouro da juventude, Delta Larousse, o Google da nossa época), escritas a mão (se estivesse igual como no livro, estávamos ferrados).

Na escola tinha o gordo, o leitão, 4 “olho”, a branquela, o neguinho tinha canela fina, anão, o narigudo, a Olivia Palito, o cabeção, porco da índia, chiclete e por aí vai... Todo mundo era caçoado, às vezes até brigávamos, mas logo estava tudo resolvido e seguia a amizade... era brincadeira e ninguém se queixava de Bullying. 

Existia o valentão, mas também existia quem defendesse. Tinha o dia do flúor, dia da vacina... Nossas férias começavam 1° de dezembro e retornávamos em (PASMEM) 1° de março. Tínhamos férias de 1° a 31 de julho. E se a diretora ou diretor chegasse na sala os alunos se levantavam para recebê-los, eram autoridade máximo do colégio e tínhamos muito respeito. Valorizávamos os professores que eram chamados de mestre, o Sr a Sra e não como hoje que tratam o mestre de tio tia e vc. 

Toda a semana, antes de iniciar as aulas, cantávamos o hino nacional com a mão no peito e com orgulho, e ai de quem cantasse errado, cruzasse os braços ou aplaudisse após cantar o hino. Cantávamos também o hino da independência e hino a bandeira. Tinha o desfile de 7 de setembro e a gente sempre querendo ser destaque...

O famoso "ki suco" que com 10 centavos comprávamos e era o único pó que conhecíamos. Fazíamos 2 litros com um pacotinho e a língua ficava colorida por uns dois dias... tinha também o chiclete ping pong. 

Época em que ser gordinho(a) era sinal de saúde e se fosse magro, tínhamos que tomar o Biotônico Fontoura. A frase "peraí mãe" era para ficar mais tempo brincando na rua e não no celular ou computador...

Colecionávamos figurinhas, papel de carta, boneca de papel, stop. As brincadeiras eram saudáveis, brincávamos de bater em figurinhas e não nos nossos professores. Jogávamos vôlei na rua, nossa aventura era tocar campainha e sair correndo. Na rua jogar bola, pique esconde, queimada, namoricos, pega-pega, andar de bicicleta, pular corda, elástico, bolinha de gude, finca, bet . . ., todo mundo brincava junto e como era bom.

Bom não, era maravilhoso!

Que saudades dessa época em que a chuva tinha cheiro de terra molhada! Época em que nossa única dor era quando usávamos merthiolate nos machucados.

Éramos felizes em comparação com esse mundo de hoje onde tudo se torna bullying ou preconceito. Cheio de mimimi. Tudo que se vai fazer de libertador e brincar é pagar "mico" . Hoje se valoriza o que os outros vão pensar e vivemos como robôs sem sentimentos reais de ser quem somos na essência, está se perdendo o valor da vida, de sentir, de brincar, de ser feliz de verdade.

Nossos pais eram presentes, educação era em casa. Nada de chegar em casa com algo que não era nosso, desrespeitar alguém mais velho ou se meter em alguma encrenca (somente um olhar bastava), e lá vinha o famoso e terrível EM CASA A GENTE CONVERSA. Todos os domingos nossos pais nos levava a missa, a Igreja o Cristo, os dons, os sacramentos eram os grandes valores ensinados desde o nascimento. E tínhamos hora para chegar em casa: entre 18 e 19 horas para tomar banho, com tolerância e NEM UM MINUTO A MAIS.

Tínhamos que nos levantar para os mais velhos sentarem-se. Almoçávamos e jantávamos à mesa. E com todo respeito e educação. 

Fico me perguntando, quando foi que tudo mudou e os valores se perderam e inverteram dessa forma? O que vem acontecendo é a perca de valores essenciais. É preciso resgatar o valor a vida, a família, os estudos, as pessoas, os animais e a Fé.  Enquanto estivermos trocando valores essenciais por valores banais vamos continuar vendo o caos de uma sociedade sem amor ao próximo em que cada pessoa busca os próprios interesses. Ainda a tempo de mudar tudo isso, vamos iniciar a prática de valores conosco mesmos na família, ensinando os pequenos a viver uma vida simples, porém feliz. Ainda há tempo de perceber que somos todos UM que se meu semelhante sofre, vamos sofrer também, é hora de nos valorizarmos e respeitarmos com um profundo amor fraterno porque esse é o principal valor que Jesus nos ensinou. Amar e respeitar uns aos outros. 

Gratidão imensa por você entender o valor da vida. Paz e bem. Forte abraço.

Dalva Brischiliari

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Dalva Brischiliari
Sobre Dalva Brischiliari
Dalva dos Santos Brischiliari é Life Coach, Palestrante e Terapeuta holística. Atua com Terapias Integrativas como Barras de Access Consciousness, Eneagrama e Reiki. É Professora de Magistério, formada em Teologia e Filosofia. Atende em seu Consultório na Travessa 15 de Janeiro número 70, atrás da Rodoviária em Altônia. Contato pelo 44 9 9136-2633.
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Sobre o município
A história do município iniciou em 1953 com a Companhia Byington de Colonização Ltda. Esta empresa rasgou a extensa e impenetrável floresta e foi responsável pelo grande progresso da região. Deus tem um projeto magnífico para essa terra, não apenas por causa da oração dos pioneiros, mas especialmente pela maneira como os trouxe para cá, vindos dos Estados Unidos através da COLAB e Betânia. Na atual administração está o Prefeito reeleito Claudenir Gervasone e o Vice-Prefeito Claudemir Caetano.
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